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Gata? Já fui !!! Mas ainda arranho !!!


SAÚDE ENSINO PÚBLICOS

Se é verdade que vivemos numa república, penso que os homens públicos quando adoecem, quando sentem-se mal, deveriam ser atendidos e cuidados pela mesma medicina pública que atende e cuida de todos os outros cidadãos do país, sem qualquer tipo de privilégio. Assim quem sabe eles teriam mais cuidado conosco e com as bobagens que dizem, como p.ex. nosso boquirroto, ainda no primeiro mandato, ao dizer que tornou o serviço público de saúde brasileiro exemplar, coisa de europeu. Se vocês esqueceram que ele disse isso, eu não esqueci. E pergunto: Por que ao ter uma crise de pressão arterial o nunca-antes não optou por um ambulatório do SUS? Fazer ficha, apresentar carteirinha,ficar na fila, esperar mal-instalado médico que nunca chega. Por que optou pelo melhor e mais equipado hospital particular de Fortaleza?  Não me falem em segurança e interesse nacional dada a natureza do cargo exercido; eu não aceito esse argumento; saúde é saúde, não importa se da minha faxineira, se do Presidente.  Isso é o que significa viver numa república, lugar de cidadãos, não de súditos.

PS: Levo meu entendimento ao ensino: filho de homem público no exercício de mandato tem que estudar, nas etapas de ensino fundamental e médio em escola pública. Sem exceção.



Escrito por Paula Malfitanni às 12h26
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QUEM FOI A MONA LISA

Leio que pesquisadores de história da arte pretendem exumar o cadáver de Leonardo da Vinci para compará-lo com os traços da Gioconda. Querem ter certeza que Leonardo serviu de modelo a si mesmo para pintar o famoso (e cá entre nós, não tão interessante assim) retrato do sorriso insondável. Mas o pior é que os tais nem sabem ao certo aonde o Leonardo está enterrado. Bem dizia o Eco: é acadêmico demais para assunto de menos...



Escrito por Paula Malfitanni às 20h12
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ARQUITETURA, ARQUITETOS, RENOVAÇÃO URBANA E POLÍTICOS

Rio de Janeiro pretende contratar Santiago Calatrava, extraordinário e premiadíssimo arquiteto catalão (sua arquitetura é prá lá de muito boa), para projetar um tal de Museu do Amanhã (o que será que isso quer dizer?) na candidata a revitalização zona portuária da cidade. Nada contra a revitalização da região do porto, pelo contrário; é iniciativa que merece apoio entusiasmado de todos que amam a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Já quanto a contratar o Calatrava para isso, a mesma crítica que fiz ao governo de São Paulo que contratou mediano (apesar de alguns projetos importantes) escritório suíço para projetar a sede do Balé da Cidade de São Paulo no Bairro da Luz: Puxa vida, temos por aqui, além do Oscar uma penca de bons arquitetos, todos definitivamente aptos a projetar museus e sedes seja lá do que for. Por que excluí-los? Não é o caso, mas se há especialidade na tipologia (a famigerada notória especialização) fora daqui, contrate-se a consultoria do especialista e mantenha-se a concorrência para o projeto em pé de igualdade. É o mínimo que se espera. Cadê o IAB que vergonhosamente se cala? Fazer marketing com nome de arquiteto bacana é diminuir o objeto arquitetônico como manifestação cultural e transformá-la em embalagem vazia. Porto Alegre já entrou nessa quando contratou o muito bom português Álvaro Siza para projetar o museu Iberê Camargo. Foi o maior oba-oba para um projeto correto e significativo, mas nada além do que inúmeros arquitetos brasileiros fariam. Não sou culturalmente provinciana, e nem defendo reserva de mercado para arquitetos e projetistas brasileiros, mas não acho legal sermos preliminarmente excluídos e não podermos concorrer para mostrar nossos talentos por conta de interesses burramente marketológicos.  Terceiro comentário: o governo carioca vem com essa história de construir museu: já esqueceram o ridículo, superfaturado, inacabado e mal concebido fiasco da dupla medonha: César Maia/Cristian de Portzamparc? A Citê-de-La-Musique-Tropical lá nos confins da Barra? Será que não dá para colocar o tal museu (cuja qualificação é no mínimo discutível) nas gares antigas do porto, em armazéns lindamente reciclados?

By-the-way: dois dos museus mais visitados do país, o Do Futebol e o Da Língua Portuguesa – ambos em São Paulo – foram projetados por arquitetos e técnicos brasileiros em espaço (vazio sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembú)  e prédio (Estação da Luz) existentes, competentemente reformados e recuperados. Para não falar da esplêndida sede da OSESP, instalada na recuperadíssima Estação Julio Prestes, também obra de arquitetos bem brasileirinhos...



Escrito por Paula Malfitanni às 20h01
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OSCAR

Avatar deverá ganhar quase tudo no Oscar deste ano. Uma bobagem. Penso que a Academia deveria criar duas novas categorias para premiação: filme mais caro e filme mais lucrativo. Assim as coisas iriam para seus devidos lugares: Avatar (e para o futuro outras produções assemelhadas) ganharia nas duas únicas categorias (e mais algumas tipo efeitos especiais, maquiagem e figurino) que merece e que verdadeiramente encantam a gente da indústria cinematográfica. E os prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro poderiam ser atribuídos aos de fato, melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro. Sem as categorias sugeridas, não importa se o filme é bom ou não, se o diretor é bom ou não, se o roteiro é inteligente e criativo ou não: basta que custe uma fortuna de envergonhar miséria haitiana e dê muito lucro: por ruim, que seja (como Avatar o é) ganha esses prêmios. Aliás, pensando em novas premiações uma outra categoria interessante seria a de diretor mais perdulário. Cameron seria pule-de-dez...



Escrito por Paula Malfitanni às 19h59
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ELA; SEMPRE ELA

Hoje teria sido dia de comemoração; dos seus 83 anos de vida. Não teve nada; só minha saudade.



Escrito por Paula Malfitanni às 22h36
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DUAS DO HAITI

Primeira: o governo brasileiro comprometeu-se com 15 milhões de dólares para ajudar a reconstrução do Haiti. Quinze milhões além de tudo o mais que não é contabilizável como p.ex. presença com caráter de ajuda humanitária de nossas tropas no país, aviões da FAB indo de lá pra cá e outras miudezas. Curioso é que eu não soube de nenhuma notícia do estado brasileiro ter objetivamente comprometido recursos para ajuda humanitária e reconstrução das cidades de Santa Catarina, de São Paulo e do Rio de Janeiro atingidas por enchentes, deslizamentos e catástrofes similares. Será que para o nosso guia e seu pomposo (cada vez gosto menos dele) Ministro das Relações Exteriores, a dor de haitianos é maior que a dos patrícios atingidos por aquelas catástrofes? Ou será que tem a ver com ações promocionais, dirigidas pelo ministro rastaquera, de interesse não do Brasil mas do presidente nunca-antes? Presença na mídia internacional quem sabe...

Segunda: quanta gente aqui da terra ofertando-se para adotar órfãos haitianos. Muito generosas essa pessoas, mas será que não sabem haver no Brasil milhares de crianças a espera de adoção? Por que não adotam essas? Desconfio que as razões sejam as mesmas do nosso-guia: dá mais prestígio e motivo para conversa educada ajudar haitianos que brasileiros. Deve ser muito mais chic ter adotar criança haitiana vítima de terremoro do que neguinho brasileiro vítima de desigualdade social...  



Escrito por Paula Malfitanni às 19h16
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Hiii!!!

Como ninguém nunca comentou isso antes? A Ana Hickmam tem as lindas e longuíssimas (as maiores entre as modelos brasileiras) pernas com um defeito de formação óssea chamado jarrete de vaca !!! Percebi vendo-a na televisão.



Escrito por Paula Malfitanni às 19h05
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JAIA JUSTA

Chato é quando se vai ao restaurante de um amigo que se considera bom chef; mas que não é íntimo ao ponto de podermos ser sinceras e ele nos pergunta o que achamos. A falta de intimidade nos impede de dizer que a ambientação (isso sempre me perguntam, não falha) é fraquinha; que a comida, da entrada ao prato principal, estava muito salgada; que a sobremesa veio muito gelada e apresentando sinais de ter estado congelada; que o café estava "queimado" e que o valor da conta foi excessivo para a qualidade apresentada.
Passei pela situação na noite de ontem: "estava tudo adequado". Foi o máximo que consegui dizer.



Escrito por Paula Malfitanni às 19h03
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SP FASHION WEEK

Igualzinha à RJ FASHION WEEK: tendências que parecem o samba-do-estilista -louco (cada um atira para um lado par ver se pega), roupas inusávais exceto pelas modelos anoréxias e com caras mal-humoradas que chacoalham seus ossos pelas passarelas, celebridades de segunda e um montão de gente tudo-igual, acreditando que são diferentes.



Escrito por Paula Malfitanni às 20h59
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TECNOLOGIA DE PONTA

Às vezes penso que está na hora de trocar (não me perguntem porque; eu não teria nenhuma resposta sapiens a dar) meu celular. Sempre recuo; tenho receio que em meio a downloads de músicas, vídeos sonoros, touchs amigáveis, fotos em alta resolução, funções virtuais, localizadores mundiais, jogos, e-mails e interatividade 3G, apareça no monitor high-definition do novo aparelho a mensagem “função não disponível” quando eu tentar telefonar para você...



Escrito por Paula Malfitanni às 20h50
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TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Quando, em algum momento lá pelo final dos 80 do século passado, a AIDS ganhou as manchetes do mundo não faltaram iniciados a afirmar ser a pandemia o resultado desastroso de experiências para guerra bacteriológica perpetradas em sinistros laboratórios militares dos EUA (ou da Rússia conforme a orientação política do iniciado). Agora vem a público o general-de-opereta pós-moderno da Venezuela a afirmar que o terremoto no Haiti é resultado do teste de ultra-secreta e potentíssima arma desenvolvida pelo Grande Satã norte-americano. Bem; melhor ouvir isso do que ser surda. Ou será que a CIA venezuelana é sabida e nós desabidos?



Escrito por Paula Malfitanni às 20h46
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PAZ

Nas palavras do personagem de uma crônica: não era a paz dos políticos, a paz dos guerreiros, a paz dos países a que lhe interessava, mas a paz de quem resolveu suas contradições, a paz de quem não deseja, a egoística paz individual. Parece bobagem; obviedade piegas talvez, mas fui tocada como a tempos não era. Eu ainda retomo meu juvenil flerte com o budismo que abandonei por não suportar formalismos ritualísticos. Um budismo anárquico quem sabe estará a minha espera por aí. Ou será que já me achou?    



Escrito por Paula Malfitanni às 20h37
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DELEGADOS

A cabeleireira foi assassinada pelo marido. Antes disso registrou na Delegacia não uma, mas oito queixas relatando ameaças do ex-marido.  Pergunto: para que? Só para fazer estatística? Agora ela está morta e o matador preso. Mas os reais culpados, os delegados que registraram as queixas e nenhuma importância lhe deram, nenhuma providência tomaram; desses que desconhecem e tripudiam sobre nossos direitos de cidadania, sequer sabemos os nomes; desses a imprensa e o poder judiciário não cuidam. Exalando o habitual ar de autoridade, esses desconhecidos certamente continuam atrás de suas mesas, registrando queixas de mulheres apavoradas. E nós? Nós apenas morremos, afinal, que importância, temos?



Escrito por Paula Malfitanni às 20h35
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PROFECIA AQUÁTICA

O mar vai virar sertão e o sertão vai virar mar, profetizava Antonio Conselheiro no século retrasado. Se é verdade, não sei, mas que em São Paulo estão encontrando peixe nadando no Túnel do Ibirapuera, estão sim...



Escrito por Paula Malfitanni às 20h29
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HAITI E BÉLGICA

Tragédias naturais não emocionam-me; as consequências, encaro-as como resultado de nossa irracioanal capacidade de ocupar o território. Claro, não deixo de sensibilizar-me com a dor de meus iguais mas faça-o dentro dos estritos limites daquela percepção. O que emociona-me mas do que o terremoto é perceber a condição miserável de um povo, miséria  derivada da desigualdade social da mesquinhez; do egoísmo. Essa sim, consequência da ação humana é a tragédia que me comove. E me comove e emociona tanto quanto a notícia que acabo de ler: médicos belgas conseguiram transplantar com sucesso a traquéia de uma mulher, servindo-se para tanto da traquéia de doador "cultivada", para evitar rejeição durante 10 meses no braço da mulher receptora. É emocionante perceber o engenho e a criatividade humanas quando colocados a serviço da própria humanidade. Relacionar os dois casos dá a medida da correção daquela minha tese estudantil acerca de desenvolvimento e subdesenvolvimento.



Escrito por Paula Malfitanni às 15h27
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